Porto de Santana fortalece a Rota Norte e amplia movimentação fluvial de grãos em 2025
mar, 16, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202612
A Companhia Docas de Santana (CDSA) alcançou em 2025, um marco expressivo na navegação interior brasileira. O Porto de Santana movimentou 1.182.994 toneladas de cargas por vias interiores (balsas graneleiras), resultado que representa um crescimento de 35,5% em relação a 2024. O destaque ficou por conta do aumento significativo nos descarregamentos de grãos: a soja avançou 63,2% e o milho registrou alta de 42%.
Confira a seguir a evolução dos volumes de exportação registrados no Porto de Santana desde janeiro de 2023, segundo os dados da Datamar:
Exportação de Cargas | Porto de Santana | Jan 2023 – Jan 2026 | WTMT
Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)
O desempenho reforça a consolidação da chamada “Rota Norte” como alternativa eficiente e competitiva para o escoamento da safra do Centro-Oeste, especialmente do Mato Grosso, maior produtor de grãos do país.
O diferencial competitivo começa na origem. Quando os grãos partem de Sorriso (MT) com destino aos portos tradicionais do Sul e Sudeste. A substituição de longos trechos rodoviários por transporte aquaviário reduz custos, otimiza o tempo e amplia a previsibilidade logística.
A estimativa aponta para uma redução de até 34% no frete da safra do Centro-Oeste com saída pelo Norte do país. Além disso, o embarque internacional pelo Norte permite acesso facilitado ao Canal do Panamá, reduzindo em aproximadamente quatro dias o tempo de viagem de ida e volta entre Brasil e China, ganho estratégico no comércio global.
A operação fluvial também impressiona pela escala. Um comboio com 20 balsas graneleiras transporta 56 mil toneladas de grãos, cada barcaça com capacidade para 2.800 toneladas. Em termos comparativos, um único comboio equivale a 1.120 rodo trens, considerando que cada veículo transporta cerca de 50 toneladas. O impacto é direto na redução do tráfego rodoviário, no menor desgaste da infraestrutura e na mitigação de emissões.
Outro fator determinante para o crescimento da movimentação no Porto de Santana é a busca por alternativas aos gargalos e congestionamentos enfrentados nos portos de Santos e do Paraná, onde filas e longos tempos de espera elevam custos e comprometem cronogramas.
Nesse contexto, o Porto de Santana se consolida como solução estratégica, com menor saturação operacional e maior fluidez no embarque de cargueiros.
O avanço de 35,5% em 2025 reafirma o papel da CDSA como indutora do desenvolvimento logístico regional e nacional. A ampliação do uso das hidrovias fortalece a competitividade do agronegócio brasileiro, promove eficiência multimodal e posiciona o Norte como corredor logístico fundamental para o comércio exterior.
Com resultados robustos e perspectiva de expansão contínua, a navegação interior em Santana deixa de ser alternativa e passa a ocupar posição central na estratégia de escoamento da produção agrícola brasileira.
Fonte: Portal Portuario
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