Porto do Recife assina dragagem de R$ 100 milhões para ampliar capacidade de manobra
fev, 02, 2026 Postado porGabriel MalheirosSemana202606
O Ministério de Portos e Aeroportos oficializou, nesta sexta-feira (30), o contrato para a dragagem de readequação da infraestrutura aquaviária do Porto do Recife (PE). Com investimento estimado em R$ 100 milhões, o projeto visa aprofundar o calado operacional e permitir que o terminal receba embarcações de maior porte, atendendo a uma demanda reprimida do setor logístico regional.
A obra, homologada em 26 de janeiro de 2026, prevê a manutenção e a readequação do acesso aquaviário para garantir uma profundidade mínima de 12 metros e um calado operacional de 10,7 metros. O projeto inclui ainda um canal de acesso com 240 metros de largura e uma bacia de manobra de 500 metros de diâmetro.
Com essas novas especificações, o Porto do Recife estará apto a operar navios de até 210 metros de comprimento, patamar que deve otimizar o transporte de cargas e elevar os padrões de segurança nas operações de atracação.
Cronograma e Alocação de Recursos
O plano de investimentos está dividido em duas etapas financeiras: R$ 54,1 milhões já foram empenhados em 2025, enquanto os R$ 45,8 milhões restantes estão programados para o orçamento de 2026.
As dragas devem iniciar os trabalhos até março de 2026, com a entrega final da nova geometria do canal prevista para maio de 2027. Segundo a gestão portuária, a intervenção é essencial para reduzir o “custo Brasil” na região, permitindo a entrada de navios com maior capacidade de carga e, consequentemente, fretes mais competitivos.
Impacto no Comércio e Turismo
Além do escoamento de mercadorias e da navegação de cabotagem, a readequação da infraestrutura tem reflexos diretos no setor de turismo. O aumento do calado e a melhoria da bacia de manobra facilitam a operação de grandes navios de cruzeiro, ampliando a janela de recepção de turistas no terminal recifense.
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco avalia que a modernização do Porto do Recife atua de forma complementar aos investimentos realizados no complexo de Suape, consolidando o estado como um hub estratégico para o comércio exterior no Nordeste. A obra é vista por analistas como um passo necessário para que o porto retome sua eficiência diante da evolução das dimensões da frota mercante mundial.
Fonte: MPOR
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