Portos da região Sul têm alta de mais de 22% em movimentação de contêineres no mês de janeiro
mar, 24, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202613
A movimentação de contêineres nos portos da região Sul registrou crescimento de 22,3% em janeiro de 2026, alcançando 4,9 milhões de toneladas e representando mais de um terço de toda a carga movimentada no período. Os dados são do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
De acordo com o levantamento, no total os portos do Sul movimentaram 13,9 milhões de toneladas no mês. Embora o volume geral tenha apresentado leve variação em relação ao mesmo período anterior, o resultado foi influenciado pelo desempenho positivo das cargas conteinerizadas, que têm maior valor agregado e estão associadas a cadeias produtivas mais diversificadas.
O ministro Silvio Costa Filho destacou que o avanço da movimentação de contêineres é reflexo do aquecimento da economia e dos investimentos em infraestrutura portuária. “O crescimento das cargas conteinerizadas mostra um Brasil mais dinâmico, com maior circulação de produtos industrializados e integração às cadeias globais de comércio. Isso é resultado dos investimentos que estão sendo feitos nos portos, gerando mais eficiência, capacidade e competitividade para apoiar o desenvolvimento econômico do país”, celebrou.
O crescimento dos contêineres indica maior circulação de mercadorias industrializadas, insumos e bens de consumo, refletindo o dinamismo de setores produtivos e do comércio exterior. Esse tipo de carga também está diretamente ligado à integração do Brasil às cadeias logísticas globais.
Desempenho regional
A região Sul reúne alguns dos principais complexos portuários do país, como Paranaguá (PR) e Itajaí (SC). Em janeiro, o Porto de Paranaguá liderou a movimentação entre os portos públicos da região, com 4,7 milhões de toneladas, seguido pelo Porto de Rio Grande (RS), com 1,9 milhão de toneladas.
Confira a seguir um histórico da movimentação de contêineres no longo curso via Porto de Paranaguá a partir de janeiro de 2022. O gráfico desconsidera cabotagem e outras movimentações internas:
Movimentações de Contêineres no Longo Curso Via Porto de Paranaguá – Jan 2022 a Jan 2026 – TEU
Fonte: DataLiner (Clique aqui para solicitar uma demo)
Além dos portos públicos, terminais privados também têm papel relevante na dinâmica regional, como o Porto Itapoá (SC) e a Portonave, em Navegantes (SC), que reforçam a capacidade logística e a competitividade da região.
Entre os tipos de carga, além dos contêineres, destacaram-se petróleo e derivados (2,5 milhões de toneladas) e fertilizantes (1,3 milhão de toneladas), insumos essenciais para a indústria e o agronegócio.
Mesmo com variações pontuais em alguns tipos de carga, como recuo em granéis sólidos e em carga geral, a movimentação por navegação de longo curso cresceu 7,2%, enquanto a cabotagem avançou 3,7%, indicando maior circulação de mercadorias e fortalecimento das rotas marítimas.
Investimentos
Os resultados observados no início de 2026 dialogam com um ciclo recente de investimentos em infraestrutura portuária na região Sul, voltado à ampliação da capacidade operacional e à melhoria da eficiência logística.
No Porto de Paranaguá (PR), por exemplo, a ampliação do calado e ações contínuas de dragagem já permitem a operação de navios maiores e mais carregados, o que tem contribuído para ganhos de produtividade e redução de custos logísticos. Esse cenário possibilitou, recentemente, o registro da maior operação de cevada já realizada em uma única embarcação no terminal, com 50 mil toneladas movimentadas.
Outro destaque é a concessão do canal de acesso ao porto, que prevê investimentos de R$ 1,23 bilhão ao longo de 25 anos, destinados à dragagem, manutenção e gestão da infraestrutura aquaviária. A iniciativa permitirá ampliar o calado para até 15,5 metros, aumentando a capacidade operacional e o porte das embarcações que acessam o complexo portuário.
Além disso, o porto também passa por intervenções estruturantes, como o projeto do Moegão, que vai elevar em cerca de 60% a capacidade ferroviária do terminal, ampliando a eficiência no escoamento de cargas.
No Rio Grande do Sul, o arrendamento do terminal POA26, no Porto de Porto Alegre (RS), também deve contribuir para ampliar a movimentação e atrair novos investimentos, com expectativa de crescimento da capacidade operacional ao longo dos próximos anos.
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