Economia

Preços de importação dos EUA disparam em abril, com combustíveis registrando maior alta em quatro anos

maio, 15, 2026 Postado porGabriel Malheiros

Semana202620

Os preços de importação nos Estados Unidos subiram com força em abril, puxados sobretudo pelos combustíveis, que tiveram a maior alta em quatro anos. O movimento é mais um sinal de que a guerra apoiada por Washington contra o Irã vem alimentando a inflação no país.

Segundo o Departamento do Trabalho, os preços de importação avançaram 1,9% no mês passado, após alta de 0,9% em março, dado revisado para cima. Economistas ouvidos pela Reuters projetavam aumento de 1,0% em abril, depois do ganho de 0,8% informado anteriormente para março. O indicador não inclui tarifas.

No acumulado de 12 meses até abril, os preços de importação subiram 4,2%, maior variação anual desde outubro de 2022. Em março, a alta nessa base havia sido de 2,3%.

Nesta semana, o governo americano já havia divulgado nova aceleração dos preços ao consumidor em abril, o que levou a inflação anual ao ritmo mais forte em três anos. Os preços ao produtor, por sua vez, registraram no mês passado a maior alta em quatro anos.

A guerra no Oriente Médio vem afetando a navegação no Estreito de Ormuz e pressionando os preços de energia e de outras commodities, como fertilizantes e alumínio.

Com a inflação em alta, o mercado passou a reforçar a expectativa de que o Federal Reserve manterá sua taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75% até 2027.

Os preços dos combustíveis importados saltaram 16,3% em abril, maior avanço desde março de 2022, depois de já terem subido 10,0% em março. Já os preços dos alimentos importados tiveram alta de 0,9%.

Descontados alimentos e energia, os preços de importação avançaram 0,7%, após alta de 0,2% em março. Os bens de capital importados ficaram 1,1% mais caros, enquanto os bens de consumo, excluídos os automóveis, subiram 0,4%. Em contrapartida, os preços de veículos, peças e motores importados recuaram 0,1%.

Os preços de produtos importados da China subiram 0,8%, na maior alta desde julho de 2008. Também houve aumentos expressivos nos preços de bens vindos do Japão, da União Europeia e do México.

No caso do Canadá, os preços dos produtos importados pelos EUA avançaram 5,6%, na maior alta em quatro anos.

Fonte: Reuters

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