Primeiro contrato de data center no Porto do Açu deve sair ainda em 2025, diz CEO
jul, 15, 2025 Postado porDenise VileraSemana202530
Localizado em São João da Barra, no norte fluminense, o Porto do Açu nasceu para escoar o minério de ferro extraído de uma mina em Conceição do Mato Dentro, em Minas Gerais. Agora, dez anos depois da inauguração, a estratégia de crescimento passa por áreas bem distintas.
Uma delas não soa lá a mais trivial para um porto: data centers.
“Temos tido várias conversas para atrair clientes desse mercado, que não era pensado de forma alguma quando o porto foi construído e iniciou suas operações, dez anos atrás”, disse Eugênio Figueiredo, CEO do Porto do Açu e convidado dessa semana do programa InfoMoney Entrevista.
Não estava nos planos – mas, por que não? Desde a inauguração, o Açu – considerado o maior complexo portuário e industrial privado de águas profundas da América Latina – evoluiu para abrigar operações diversificadas, incluindo terminais de carga geral, bases de apoio offshore para a indústria petrolífera e usinas térmicas a gás natural.
Originalmente concebido pelo empresário Eike Batista, o complexo hoje pertence à Prumo Logística, controlada pelos fundos de investimentos EIG e Mubadala, e ao Porto de Antuérpia-Bruges International.
Figueiredo destaca que o porto tem um pouco de tudo o que um data center precisa para operar: fica fora de aglomerados urbanos, tem água e geração própria de energia em abundância, está a míseros 40 km de uma estação de cabos submarinos de fibra da Embratel.
E é grande – muito grande.
“É uma área total de 130 km quadrados, dos quais 90 km quadrados formam o complexo industrial, em que temos dois tipos de operação: a movimentação de cargas no porto e o aluguel de áreas para clientes que querem instalar suas fábricas ou bases de serviços”, diz o executivo.
No segundo grupo se encaixa a instalação de data centers. Há meses a diretoria se reúne com potenciais interessados. E aí, leia-se não as big techs em si, como Microsoft ou Amazon – mas, sim, os prestadores de serviço que atuam na cadeia. São eles que estão avaliando as condições do Porto, de um lado, e negociando contratos com seus clientes, do outro.
A diversificação também alcança o agronegócio, segmento que vem ganhando espaço no Porto do Açu. Apesar da ausência de conexão ferroviária, o porto tem atraído produtores do Centro-Oeste, especialmente de Goiás e Minas Gerais, para exportação de grãos como soja, milho e café. A movimentação de produtos agrícolas, que começou com a importação de fertilizantes em 2020, deve triplicar em 2025, impulsionada por acordos de cooperação com governos estaduais e estudos para construção de terminais dedicados.
Figueiredo destaca que a localização privilegiada do porto, próxima aos principais campos produtores de petróleo das bacias de Santos e Espírito Santo, permitiu a instalação da maior base de apoio offshore do mundo, com 16 posições para navios simultâneos, superando a tradicional cidade de Macaé. Atualmente, cerca de 40% do petróleo exportado pelo Brasil passam pelo Açu em algum grau ou etapa de produção.
A vocação para o setor petrolífero é complementada pela crescente aposta em energias limpas, com projetos de hidrogênio verde e combustíveis sustentáveis em desenvolvimento no complexo.
Fonte: Info Money
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