Rebocador perde comboio de 20 barcaças no rio Paraguai e embarcações ficam à deriva na hidrovia
maio, 15, 2026 Postado porGabriel MalheirosSemana202620
Vinte barcaças se desprenderam de um rebocador de bandeira paraguaia no rio Paraguai e ficaram à deriva ao longo do rio Paraná, provocando alertas ao longo da hidrovia usada para escoar uma parcela relevante das exportações argentinas, segundo fontes do setor.
O incidente envolveu o rebocador Tendotá, da ADM Naviera Chaco, que conduzia um comboio de 20 barcaças nas proximidades da Ilha Cerrito quando as embarcações se soltaram, de acordo com relatos de agentes ligados à hidrovia.
O comboio transportava mais de 30 mil toneladas de carga, entre minério de ferro e derivados de soja — volume equivalente, aproximadamente, a mil viagens de caminhão, segundo essas fontes.
Após a resposta de emergência, quatro barcaças foram recuperadas e amarradas perto do local do incidente. As outras 16 seguiram sem controle para o rio Paraná, o que levou à emissão de alertas para as demais embarcações que navegavam pelo canal principal, conhecido localmente como Vía Navegable Troncal (VNT).
Mais tarde, segundo os avisos emitidos ao setor, nove barcaças foram contidas na altura do quilômetro 1237 do rio Paraná, outras cinco foram recuperadas perto do quilômetro 1228 e uma ficou amarrada provisoriamente na altura do quilômetro 1240. Outra barcaça encalhou nas proximidades do quilômetro 1230.
Relatos do setor apontam como possíveis causas desde um cruzamento incomum de correntes na região da Confluência, onde se encontram os rios Paraná e Paraguai, até um eventual contato com a chamada “borda verde” do canal de navegação, sinalizada por boias verdes.
Segundo essas informações, o Tendotá deverá iniciar o reposicionamento das barcaças assim que a embarcação for liberada por um inspetor técnico especializado em casco e máquinas.
O site Comexonline informou que o episódio gerou preocupação não apenas pelos riscos à navegação, mas também porque algumas barcaças derivaram perto de estruturas sensíveis na margem do rio. Alertas que circularam no setor fluvial indicaram que algumas unidades passaram próximas a torres e cabos de transmissão de alta tensão que cruzam o Paraná na região, o que aumentou a gravidade do incidente.
Por Paula Urien, para o La Nación
-
Portos e Terminais
out, 15, 2021
0
Porto de Angra retoma movimentação de carga geral
-
Outras Cargas
jun, 20, 2023
0
Consumo de fertilizantes deve aumentar no Brasil em 2023
-
Economia
dez, 15, 2025
0
Alckmin projeta recorde de exportações do Brasil em 2025
-
Grãos
out, 17, 2024
0
Milho brasileiro destaca disparidade nas previsões do USDA e da Conab
