Resíduos do Porto de Santos passam a ser utilizados para produzir Ecoálcool
out, 07, 2021 Postado porSylvia SchandertSemana202138
Uma empresa da área de gestão ambiental encontrou um caminho diferente para reaproveitar os resíduos provenientes de grãos, que oferecem riscos de contaminação no Porto de Santos, no litoral paulista, o maior complexo portuário do Brasil. Rejeitos de açúcar, soja, milho, trigo e arroz, agora, dão origem ao ecoálcool. O produto atende à alta demanda durante a pandemia do coronavírus e, além disso, traz benefícios às empresas nos aspectos ambiental e econômico.
O cais santista é o principal porto brasileiro em valores de cargas movimentadas. Com tamanha movimentação, toneladas de resíduos caem nos locais de transporte e armazenamento. As sobras dos grãos podem levar sujeira para a área urbana, mau cheiro, e atraem insetos causadores de doenças, entre outros problemas. Por isso, empresas são contratadas pelos terminais para a limpeza destes locais. Os resíduos, geralmente, são destinados a um aterro sanitário.
Porém, a Ambipar, que realiza a limpeza e a manutenção de armazéns da Copersucar no Porto de Santos, encontrou uma solução inovadora para esses resíduos. Após um ano de pesquisas, cientistas e técnicos do Departamento de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) desenvolveram o ecoálcool, a partir de rejeitos de açúcar, soja, milho, trigo e arroz.
“Fazemos a varrição desses resíduos com equipamentos de sucção e pessoas. Despejamos em caçambas que, posteriormente, são levadas semanalmente para uma usina no interior de São Paulo, que faz uma fermentação com esses resíduos”, explica Gabriel Estevam Domingos, diretor de PD&I da Ambipar.
Segundo ele, o processo é baseado na degradação de moléculas de açúcar (glicose ou frutose), no interior das células de microrganismos (leveduras ou bactérias), até a formação de etanol, por meio do controle de tempo de fermentação, temperatura, pH, odor, agitação e umidade.
Após esse processo, é obtido o álcool 46% ou 70%. Ele é envasado para a comercialização, seguindo diretrizes do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Fonte: G1
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