Ruptura nas cadeias globais pode se estender até 2023
out, 26, 2021 Postado porSylvia SchandertSemana202141
A crise da cadeia de suprimentos que ameaça a economia mundial corre o risco de durar pelo menos mais um ano, a não ser que os governos interfiram para ajudar a atenuar o desabastecimento, alertou uma das maiores empresas mundiais de transporte marítimo.
Jeremy Nixon, CEO da Ocean Network Express (ONE), que transporta mais de 6% de todo o frete mundial acondicionado em contêineres, conclamou os governos a impulsionar os investimentos na capacidade dos portos, ferrovias, armazéns e sistemas rodoviários.
“É necessário que haja algum respaldo dos governos nessa esfera para talvez transferir pessoas de algumas partes da economia em que a demanda não é tão forte para partes mais decisivas da economia em que a demanda é muito forte e importante para as cadeias de suprimentos globais”, disse ele.
Embora o presidente dos EUA, Joe Biden, venha pressionando as empresas de frete ferroviário, grupos de transporte rodoviário e portos a aumentar sua própria capacidade e produtividade a fim de atender à demanda crescente, Nixon disse que os EUA são uma área de preocupação especial.
Negociações marcadas para maio do ano que vem entre operadoras dos terminais dos portos de navios porta-contêineres da Costa Oeste dos EUA, a porta de entrada para produtos despachados da Ásia, e trabalhadores tende a se revelar fonte de novos transtornos dos serviços, disse Nixon.
“Não vejo qualquer melhoria imediata no momento”, disse Nixon. “Se tivermos um congestionamento grave em julho, agosto e setembro de 2022 na América do Norte, ele poderá, talvez, durar até o fim de 2022 e começo de 2023.”
Fonte: Valor Econômico
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