Sanções à BPC elevam preço de potássio; avanço da soja no Brasil em 22/23 em risco
dez, 21, 2021 Postado porSylvia SchandertSemana202149
Os preços globais do potássio terão uma alta prolongada depois que os Estados Unidos impuseram sanções ao grande fornecedor Belarus Potash Company (BPC), aumentando a pressão sobre os agricultores e consumidores que já enfrentam custos crescentes e uma economia global com inflação dos alimentos.
Os preços do fertilizante, que desempenha um papel vital na produtividade de safras, já estavam em máximas de 13 anos antes de uma decisão dos EUA em 2 de dezembro e devem subir ainda mais, potencialmente reduzindo o ritmo do crescimento de área plantada de soja no Brasil em 2022/23, o maior produtor e exportador mundial da oleaginosa, disseram analistas.
Uma pausa no aumento da área plantada no Brasil, que utiliza bastante potássio no processo de conversão de pastagens em lavouras de soja, poderia interromper vários anos de crescimento do plantio e potencialmente sustentaria ainda mais os preços da soja.
Confira a seguir um histórico das importações brasileiras de potássio a partir de 2019. Os dados são do DataLiner:
Importações Brasileiras de Potássio (NCM 3104.20) | Jan 2019 a Out 2021 | WTMT
Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)
As sanções à BPC tornariam o mundo mais dependente de outros fornecedores, como a canadense Nutrien Ltd, a maior produtora de potássio do mundo.
A empresa poderia trazer de volta ao mercado capacidade ociosa de sua fábrica, se necessário, disse um porta-voz da Nutrien à Reuters.
As ações da Nutrien subiram 6,6% desde que as sanções à BPC foram anunciadas e atingiram um recorde na semana passada.
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