Trabalhadores da ZIM intensificam greve após anúncio de aquisição pela Hapag-Lloyd
fev, 18, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202608
Os trabalhadores da ZIM Integrated Shipping Services, armadora de bandeira israelense, intensificaram a greve após a divulgação do plano de venda da empresa por US$ 4,2 bilhões à alemã Hapag-Lloyd.
Cerca de 800 funcionários sindicalizados, de um total aproximado de 1.000 empregados, iniciaram no domingo uma greve de advertência na sede da companhia, em Haifa, após surgirem informações sobre uma iminente aquisição. Na terça-feira, o movimento foi ampliado para uma greve total, paralisando as operações em toda a empresa.
Representantes do sindicato afirmaram que as operações de carregamento e descarregamento de navios — incluindo embarcações especializadas no transporte de cargas agrícolas — seriam interrompidas. As atividades também foram afetadas nos portos de Ashdod e Haifa, com alguns navios permanecendo parados.
“Já interrompemos alguns navios nos portos de Ashdod e Haifa e não permitiremos que a empresa opere essas embarcações até que conversem conosco e nos convençam de que estão considerando os trabalhadores”, disse à Reuters a líder sindical Ziva Lainer Schkolnik. Ela acrescentou que navios que já estavam atracados não seriam descarregados.
A greve ocorre após a confirmação de que a Hapag-Lloyd, em conjunto com o FIMI Opportunity Fund, venceu a licitação para adquirir a ZIM, em um acordo assinado na segunda-feira.
Pela estrutura anunciada, a Hapag-Lloyd adquirirá a ZIM e, em seguida, separará as operações israelenses em uma nova empresa, que ficará sob controle da FIMI. A nova companhia, que deverá se chamar “New ZIM”, operará 16 navios para manter as ligações marítimas diretas de Israel.
Os trabalhadores afirmam temer demissões em larga escala com a nova estrutura. Segundo o presidente do sindicato, Oren Caspi, os empregados foram informados de que apenas cerca de 120 funcionários permaneceriam na nova empresa israelense, o que poderia deixar quase 900 trabalhadores — incluindo muitos com estabilidade por tempo de serviço — sem função.
Caspi disse que esperava o início de negociações durante a greve de advertência de 48 horas, mas afirmou que nem a administração atual nem os novos controladores abriram diálogo, o que levou à intensificação do movimento.
“Os navios já estão parados e os prejuízos estão se acumulando”, disse ele à imprensa local. “Vamos paralisar a empresa, se necessário. Eles não receberão uma companhia operacional sem garantias adequadas”, afirmou ao jornal financeiro Calcalist.
O fundador e CEO da FIMI, Ishay Davidi, afirmou que o fundo vê valor estratégico em manter uma empresa de navegação israelense forte e independente e pretende construir uma frota avançada e eficiente sob a nova estrutura. A Hapag-Lloyd também deve estabelecer um centro de P&D em Israel, que poderia absorver parte dos funcionários da área de tecnologia da ZIM.
Fonte: Splash 247
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