Túnel entre Santos e Guarujá terá instalação do canteiro de obras até fevereiro com Lula eTarcísio de Freitas
dez, 15, 2025 Postado porSylvia SchandertSemana202551
A assinatura do contrato de concessão do túnel imerso Santos–Guarujá com a Mota-Engil Latam Portugal S.A., vencedora do leilão, e a instalação simbólica do canteiro de obras ocorrerão entre os dias 28 de janeiro e 10 de fevereiro do próximo ano. A previsão foi revelada nesta sexta-feira (12) pelo presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini.
Seguindo o rito normal, o contrato estava previsto para ser assinado em 8 de janeiro, mas a empresa pediu prorrogação de 20 dias por motivos burocráticos (documentação), passando para o dia 28. No entanto, a data pode ser adiada por mais alguns dias para conciliar as agendas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
“É para casar a data do aniversário do Porto de Santos (2 de fevereiro) com a agenda do presidente. Ele (Lula) está analisando, junto com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e também com a agenda do governador. É importante que todos estejam presentes nesse ato, que é histórico e simbólico para todos nós”, afirma Pomini.
Na mesma data, será feita a entrega de 50 casas no Parque da Montanha, na Vila Edna, em Guarujá, aos moradores da Prainha, área atingida pelas obras do túnel.
Canteiro
O principal canteiro de obras, onde se pretende construir a chamada doca seca — local onde serão feitos os módulos de concreto do túnel que serão imersos — ficará na área da Prainha, em Vicente de Carvalho, em direção ao chamado Linhão, em Guarujá. Na região do Linhão também haverá a construção da parte de desembocadura do túnel em Guarujá e o remanejamento de vias. O terreno fica entre a Prainha e a Praça 14 Bis.
Embora a empresa, segundo Pomini, tenha flexibilidade para escolher outros locais, essa foi a área mais indicada em uma primeira análise. O presidente da APS argumenta que a região já está vazia, pertence ao Porto e fica próxima ao canal de navegação.
“Há ali a Santos Brasil e temos, ao lado, a Prainha, com aquelas moradias irregulares, palafitas. Depois, o chamado Linhão. O canteiro de obras será instalado ali, abaixo do Linhão. Mas a projeção da construção do dique seco avança exatamente sobre a Prainha, onde hoje temos as famílias.”
Por isso, segundo ele, a retirada das famílias da área é fundamental para que o local receba a construção dos módulos, que ficarão prontos aguardando a fixação no fundo do mar.
Fonte: A Tribuna
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