Varejistas europeus recorrem a caminhões para trazer bens de consumo da China
out, 25, 2021 Postado porSylvia SchandertSemana202141
A distribuidora de calçados Hamm Market Solutions precisava garantir que a coleção outono/inverno deste ano chegasse a tempo na Alemanha, proveniente da província de Guangdong, sul da China — ou correria o risco de ter que vender de 84 mil pares de calçados casuais com pesados descontos.
O chefe de logística da empresa, Werner Prigandt, sabia que seria um risco trazer os calçados por mar, o método usual da Hamm, em vista dos atrasos generalizados provocados por portos congestionados e pela falta de contêineres.
Alguns importadores europeus vinham recorrendo aos trens como alternativa, mas Prigandt temia que ainda assim teria dificuldades para conseguir contêineres para uma viagem ferroviária. Enviar os calçados via aérea seria, simplesmente, caro demais.
Assim, em julho, o fornecedor da Hamm carregou os calçados em 12 caminhões. Onze deles chegaram a tempo na sede da empresa, em Osnabruck, noroeste da Alemanha, empoeirados, mas intactos, permitindo a distribuição dos produtos às lojas em setembro.
“Os caminhões são independentes da disponibilidade de contêineres, já que a carga é transportada solta ou em pallets”, disse Prigandt. “Embora um caminhão continue preso na fronteira sino-russa, perto de Manzhouli, por atrasos causados por um surto local de covid-19, estamos bastante satisfeitos com a situação.”
O transporte por caminhões emergiu neste ano como uma boa alternativa para importadores europeus desesperados por opções.
Em agosto, dois terços das remessas marítimas mundiais chegaram com atraso, um recorde, segundo dados reunidos pela firma dinamarquesa Sea-Intelligence. O atraso médio chegou a 7,6 dias, também recorde.
Fonte: Valor Econômico
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