Mar agitado e ventos fortes fecham Porto de Santos por 29 horas
jul, 30, 2025 Postado porSylvia SchandertSemana202532
O Porto de Santos, localizado na Baixada Santista, enfrentou uma interrupção em suas operações que se estendeu por 29 horas entre a terça-feira, dia 29, e a quarta-feira, dia 30. Essa suspensão ocorreu em decorrência de uma forte ressaca que afetou a região, com ondas alcançando até 3,5 metros e ventos com velocidades de até 81 km/h, conforme informações divulgadas pela Defesa Civil.
A instabilidade climática foi desencadeada pela passagem de um ciclone extratropical. Segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS), as manobras de navios foram interrompidas pela primeira vez às 2h da terça-feira devido à maré elevada e às rajadas de vento. A normalização das operações ocorreu apenas no final da manhã do mesmo dia.
A situação foi classificada pela APS como “condição de impraticabilidade“, o que levou a uma segunda paralisação nas atividades de entrada e saída de embarcações durante a tarde, prolongando-se até a manhã da quarta-feira. Durante esse período, pelo menos dez navios ficaram retidos no porto.
Na manhã da quarta-feira, as operações no Porto foram restabelecidas. Este episódio marcou a segunda maior paralisação das atividades portuárias em decorrência de condições climáticas adversas desde setembro do ano anterior, quando o porto ficou inativo por um total de 33 horas em dias alternados devido à intensa neblina.
Além das complicações enfrentadas pelo Porto de Santos, o mau tempo resultou em alagamentos ao longo da orla santista e quedas de árvores em diversas cidades da região. Felizmente, não houve registro de feridos durante esses eventos.
A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo também reportou uma paralisação parcial nas travessias de balsas entre Guarujá e Bertioga; no entanto, as operações já foram retomadas. Atualmente, todas as oito travessias litorâneas do estado estão ativas.
No litoral sul paulista, a avenida Beira Mar, em Ilha Comprida, sofreu danos significativos devido à ressaca. De acordo com a Defesa Civil estadual, um trecho de aproximadamente um quilômetro está interditado e o tráfego está sendo desviado por rotas alternativas.
A Defesa Civil local está mobilizada para oferecer suporte aos moradores afetados e está colaborando com a prefeitura na remoção de árvores que foram comprometidas. Até o presente momento, não há relatos de feridos ou pessoas desabrigadas ou desalojadas.
A ressaca também gerou alertas no estado do Rio de Janeiro até as 21h desta quinta-feira (31). A Marinha prevê ondas variando entre 2,5 metros e 4 metros durante esse período. O pico da maré alta foi observado na madrugada da quarta-feira por volta das 4h30, causando impactos na orla carioca, especialmente na zona sul. Assim como em São Paulo, não foram registrados feridos.
Na terça-feira (29), os efeitos das fortes ondas foram evidentes no Leblon, levando à interdição da avenida Delfim Moreira. As ondas invadiram calçadas e cruzaram pistas, danificando propriedades ao redor. Em Copacabana, os quiosques também sofreram danos devido à força do mar.
Fonte: ABC do ABC
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