Acordo Mercosul-UE pode ampliar competitividade do calçado brasileiro na Europa, diz Abicalçados
abr, 30, 2026 Postado porGabriel MalheirosSemana202618
A entrada em vigor do pilar comercial do acordo entre Mercosul e União Europeia pode abrir espaço para ganhos graduais de competitividade para a indústria brasileira de calçados no mercado europeu, segundo avaliação da Abicalçados. A entidade afirma que o início da implementação está previsto para 1º de maio, ainda que os efeitos mais amplos dependam da progressão da desgravação tarifária ao longo dos próximos anos.
De acordo com a associação, a União Europeia respondeu por 17,4 milhões de pares de calçados exportados pelo Brasil em 2025, volume 5,2% superior ao registrado em 2024.
Em termos de contêineres, isso significa 484 TEUs de calçados exportados ao longo dos primeiro trimestre de 2026. Confira a seguir um levantamento das exportações mensais da indústria calçadista à União Europeia, segundos dados da Datamar:
Exportação de Calçados à UE | Jan 2023 – Mar 2026 | TEUs
Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)
A leitura do setor é de que o acordo pode melhorar a posição do produto brasileiro em um bloco que concentra cerca de 40% das importações globais de calçados.
Hoje, a tarifa de importação aplicada pela União Europeia ao calçado varia entre 3,5% e 17%, a depender da linha tarifária. Segundo a Abicalçados, a eliminação dessas tarifas para produtos originários do Mercosul ocorrerá de forma gradual, em um prazo de até dez anos, o que tende a produzir efeitos mais relevantes no médio e no longo prazos.
Na avaliação da entidade, um dos principais efeitos do acordo será reduzir a desvantagem tarifária do Brasil frente a concorrentes que já operam sob acordos comerciais com a União Europeia, como o Vietnã. Nesse cenário, a abertura pode favorecer a recuperação de competitividade do calçado brasileiro em um mercado de alto valor agregado e forte presença importadora.
A Abicalçados também aponta um ponto de atenção relacionado às regras de origem. A entidade avalia que, sem esse tipo de proteção, países de fora do acordo poderiam tentar usar membros da União Europeia como plataforma para triangulação comercial e acesso indevido ao benefício tarifário. Para mitigar esse risco, o texto do acordo prevê exigências de conteúdo regional.
No caso dos calçados de menor valor, a regra mencionada pela associação exige conteúdo regional mínimo de 60%, considerando insumos nacionais e custos produtivos dentro da área do acordo, além de vedar o uso de cabedais importados de países não participantes. Segundo o setor, esse desenho busca ao mesmo tempo limitar triangulações e estimular maior adensamento regional da cadeia produtiva.
Fonte: Abicalçados
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