Brasil amplia exportações para a China com embarques de DDGS e farinha de vísceras de aves
abr, 07, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202614
O Brasil avançou na ampliação de sua pauta exportadora para a China com as exportações das primeiras cargas de DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis) e de farinha de vísceras de aves ao país asiático. Os embarques marcam a abertura e consolidação de novos fluxos comerciais entre os dois países.
O DDGS, coproduto da produção de etanol de milho, teve acesso ao mercado chinês autorizado em maio de 2025, após a conclusão das negociações sanitárias entre Brasil e China. Em novembro do mesmo ano, os primeiros estabelecimentos brasileiros foram habilitados a exportar o produto.
Como resultado, a primeira carga, com cerca de 62 mil toneladas, foi enviada e desembarcou no porto de Nansha, em Guangzhou, no sul da China.
Dados recentes de movimentação de contêineres mostram um mercado em pleno crescimento para às exportações de DDGS do Brasil (NCM: 23021000). Segundo os números obtidos pela Datamar para o período entre janeiro e fevereiro de 2026, os embarques brasileiros do produto cresceram 507,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O gráfico a seguir detalha um levantamento do histórico das exportações de DDGS (NCM: 23021000) do Brasil para todos os destinos entre janeiro de 2023 e fevereiro de 2026:
Exportações de DDGS | Jan 2023 – Fev 2026 | TEUs
Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)
Abertura de mercado impulsiona novos embarques
No caso da farinha de vísceras de aves, utilizada na alimentação animal, o envio da primeira carga ocorre após a abertura do mercado chinês em abril de 2023. A liberação permitiu a entrada do produto brasileiro no país asiático, ampliando as possibilidades comerciais para o setor.
O avanço nos embarques reflete a articulação entre governo e setor produtivo para viabilizar novos mercados e fortalecer a presença brasileira no comércio internacional de insumos e coprodutos agroindustriais.
Diversificação ganha força no comércio com a China
Os novos fluxos comerciais indicam um movimento de diversificação da pauta exportadora brasileira, tradicionalmente concentrada em commodities como soja, milho e carnes.
Com a entrada de produtos como DDGS e farinha de origem animal, o Brasil amplia sua atuação em segmentos ligados à nutrição animal e à cadeia de valor do agronegócio.
China segue como principal destino do agro brasileiro
A China mantém posição de destaque como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Com população estimada em 1,4 bilhão de habitantes, o país segue como um mercado estratégico para o setor.
Em 2025, as exportações brasileiras de produtos agropecuários para o país asiático superaram US$ 55,3 bilhões, representando 32,7% de tudo o que foi embarcado pelo agronegócio nacional.
Fonte: Feed&Food
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