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Petróleo e Gás

Chevron avalia expansão na Argentina e no Mediterrâneo para ampliar oferta global de GNL

set, 15, 2026 Postado porSylvia Schandert

Semana202637

A Chevron busca expandir seu portfólio global de gás, da Argentina ao Mediterrâneo, para atender à crescente demanda de compradores preocupados com a segurança energética diante da crise no Oriente Médio, afirmou Freeman Shaheen, presidente de Gás Global da companhia.

Os mercados globais de gás enfrentaram duas grandes interrupções nos últimos quatro anos, com a guerra na Ucrânia, em 2022, e o conflito no Irã neste ano cortando o fornecimento de grandes produtores, como Rússia e Catar, e elevando os preços do gás natural liquefeito (GNL).

“O que estamos vendo com esta crise é que ela apenas reforça a necessidade de diversificação — das fontes de fornecimento e das estruturas contratuais”, disse Shaheen. “E de não ficar vulnerável a um mercado à vista que não tem tanta liquidez quanto o de petróleo e derivados.”

A Chevron terá capacidade de fornecimento de cerca de 20 milhões de toneladas de GNL por ano, composta por 16 milhões de toneladas de produção líquida de gás de seus projetos e 4 milhões de toneladas contratadas na costa do Golfo dos Estados Unidos. O fornecimento desses volumes contratados começou em fevereiro deste ano e aumentará gradualmente nos próximos anos, conforme os acordos.

“Queremos continuar expandindo esse portfólio”, afirmou Shaheen em entrevista à margem da conferência Gastech, em Bangkok.

“Há ótimas perspectivas na Argentina com o desenvolvimento da produção de petróleo e gás naquele mercado. O Mediterrâneo Oriental também é uma região muito promissora para nós.”

Ele também vê novas oportunidades na Austrália e na África, desde que os projetos ofereçam condições adequadas de investimento, tributação e regulação. Acrescentou que a guerra entre Estados Unidos e Irã reforçou a necessidade de um portfólio diversificado de gás.

Shaheen não detalhou em quais locais da África, da Austrália ou do Mediterrâneo Oriental a companhia poderia expandir suas atividades. Em junho, a Chevron obteve aprovação para se tornar operadora e liderar a exploração de gás em um bloco marítimo na costa da Grécia, ampliando sua presença no país.

Essas oportunidades, porém, precisam ser avaliadas em relação à Venezuela, onde a Chevron e seus parceiros investiriam mais de US$ 7 bilhões para mais que dobrar a produção de petróleo até 2031.

“Tenho ouvido que será necessário destinar muito capital à Venezuela nos próximos anos”, disse Shaheen à Reuters. “Tudo será analisado em nossa carteira de projetos e classificado por prioridade.”

A Chevron já mantém operações significativas na Austrália, onde opera o Gorgon, maior projeto de GNL do país, e o projeto Wheatstone. Grande parte de seu fornecimento australiano é destinada ao Japão.

“O Japão continua sendo nosso mercado-base, e temos boas oportunidades estruturais em Singapura”, afirmou Shaheen, acrescentando que China e Coreia do Sul seguem como mercados atraentes.

Em Singapura, a Chevron assinou, em 2024, um acordo para fornecer à Sembcorp Industries até 600 mil toneladas de GNL por ano a partir de 2028.

Os compradores de GNL também estão mudando a forma de garantir o abastecimento, segundo o executivo. Importadores com respaldo estatal estão cada vez mais dispostos a firmar contratos com fornecedores que possuem portfólios diversificados, em vez de depender de acordos entre governos.

“Eu adoraria fechar um acordo na Índia. Mas eles são muito, muito orientados pelo preço anunciado”, afirmou Shaheen. “Acredito que a Índia ainda está evoluindo. Haverá grandes oportunidades ao longo do tempo.”

Fonte: Reuters

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