China lidera queda do superávit da balança comercial, aponta ICOMEX
jun, 23, 2025 Postado porDenise VileraSemana202525
O acordo firmado em 10 de junho entre China e Estados Unidos amenizou tarifas comerciais, mas não dissipou as incertezas globais, apontam dados do Indicador de Comércio Exterior (ICOMEX), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE). As tarifas de 125% e 145% caíram para 10% e 55%, respectivamente, mas o presidente norte-americano enfatizou que se trata apenas de uma trégua. O prazo para que outros parceiros negociem acordos com os EUA termina em julho.
Além das tarifas, o cenário incluiu ameaças da China de restringir exportações de terras raras e, pelo lado norte-americano, a revogação de vistos para estudantes chineses nos EUA. A tensão aumentou com o conflito entre Israel e Irã, ampliando os riscos geopolíticos.
No caso brasileiro, preocupam as tarifas de 10% sobre importações e de 50% para produtos siderúrgicos e de alumínio. A reversão dependerá de negociações bilaterais e da pressão da indústria americana.
De acordo com o ICOMEX, as exportações brasileiras para os EUA cresceram 1,2% até maio, enquanto para a China houve retração de 0,3%. A balança comercial acumulada registrou superávit de US$ 24,4 bilhões — queda significativa frente aos US$ 35,2 bilhões do mesmo período de 2024.
Confira a seguir um histórico da movimentação de contêineres entre Brasil e Estados Unidos a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:
Movimentação de contêineres entre Brasil e Estados Unidos | Jan 2022 – Apr 2025 | TEUs
Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)
Já abaixo, confira uma evolução das exportações brasileiras via contêineres para a China no gráfico também elaborado com recursos do DataLiner:
Exportações para a China| Jan 2022 – Abr 2025 | TEUs
Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)
As exportações de commodities apresentaram retração, ao passo que as de não commodities avançaram, com destaque para automóveis. A indústria de transformação respondeu por 94% das importações brasileiras. Entre os principais itens estão fertilizantes, combustíveis e veículos.
A queda no superávit foi liderada pela redução no saldo com a China, de US$ 18,6 bilhões para US$ 8,3 bilhões. Argentina e União Europeia apresentaram saldo positivo no mesmo período.
Fonte: Diplomacia Business
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