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CODEBA abre licitação para adequação de área do Porto de Ilhéus

set, 04, 2025 Postado porSylvia Schandert

Semana202537

A Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) iniciou um processo licitatório para contratar uma empresa especializada na elaboração de projetos básicos voltados à modernização da infraestrutura e superestrutura do Porto de Ilhéus.

Segundo informações do Bahia Notícias, o edital contempla três áreas definidas no Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ): a Área 2, com 11.185,00 m²; a Área 12, com 36.753,69 m²; e a Área 13, com 43.490,95 m². Todas estão localizadas no bairro do Malhado, em Ilhéus.

O valor estimado da contratação é mantido em sigilo, conforme determina o artigo 34 da Lei Federal nº 13.303/2016, que assegura a confidencialidade em licitações de empresas estatais. O julgamento será pelo critério de técnica e preço, com execução por preço global, em disputa fechada e presencial. A abertura dos envelopes das propostas técnicas e de habilitação ocorreu no dia 31 de julho de 2025, enquanto a etapa referente às propostas de preço está marcada para esta sexta-feira (5).

De acordo com a Codeba, a medida é necessária diante da redução do quadro técnico interno e da necessidade de contratar especialistas com experiência em projetos de engenharia para áreas portuárias. Entre as demandas, estão cálculos estruturais, drenagem, pavimentação, iluminação, combate a incêndio, SPDA (Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas) e CFTV (Circuito Fechado de Televisão). A intenção é preparar as áreas para o recebimento de cargas em contêineres, paletes e granéis.

O edital ainda destaca que os projetos devem incluir sondagens geológicas, levantamentos planialtimétricos e o desenvolvimento de alternativas de solução. A Codeba ficará responsável pela escolha da proposta mais adequada, que será detalhada em nível de projeto básico para subsidiar a execução das obras.

A Área 12 receberá atenção especial quanto à hidráulica marítima, devido ao assoreamento registrado na praia da Avenida Soares Lopes, em Ilhéus, que pode impactar as soluções de pavimentação. Já a Área 2, por estar em terreno continental, não sofre esse risco. A Área 13, apesar de ser terreno acrescido de marinha, está consolidada e não apresenta impactos relevantes do fenômeno.

A empresa vencedora também terá a obrigação de submeter os projetos a órgãos externos, como a prefeitura de Ilhéus, Embasa, Coelba e Corpo de Bombeiros, incluindo nos custos finais a obtenção de alvarás, licenças e demais autorizações necessárias.

Fonte: iPolítica

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