Exportações agroindustriais da Argentina atingem recorde de 63 milhões de toneladas no primeiro semestre
jul, 30, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202631
As exportações agroindustriais da Argentina alcançaram o recorde de 63 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2026, mantendo a tendência de crescimento observada no início do ano e reforçando o papel do setor como importante fonte de divisas.
O volume exportado foi 15% superior ao registrado no mesmo período de 2025, segundo dados processados pela Subsecretaria de Mercados Agroalimentares e Inserção Internacional, com base em números do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).
Em termos de valor, as exportações agroindustriais somaram US$ 27,45 bilhões entre janeiro e junho, alta de 18% na comparação anual.
O crescimento foi impulsionado por diversos complexos exportadores, incluindo produtos primários e seus derivados. O girassol apresentou o maior avanço, com aumentos de 129% tanto no volume quanto no valor exportado em relação ao primeiro semestre de 2025.
As exportações de trigo cresceram 56% em volume e 41% em valor, enquanto as de leguminosas aumentaram 48% em volume e 68% em valor. Os embarques de frutas cítricas ácidas avançaram 23% em volume e 46% em valor.
Confira a seguir uma comparação dos volumes exportados de trigo no acumulado de janeiro a maio nos últimos anos. Os dados são da plataforma DataLiner da Datamar:
Exportação de Trigo – Argentina | jan-mai | 2022-2026 | TEUs
Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)
Os produtos lácteos também registraram crescimento, com alta de 24% no volume e de 15% no valor exportado. As exportações pesqueiras aumentaram 12% em volume e 19% em valor, enquanto as de cevada avançaram 19% em volume e 15% em valor.
As exportações de milho cresceram 10% em volume e 7% em valor. As de sorgo avançaram 12% em volume e 19% em valor, enquanto as de hortaliças pesadas aumentaram 8% em volume e 14% em valor.
Outros setores que contribuíram para o desempenho no primeiro semestre foram apicultura, silvicultura, culturas forrageiras, algodão, carne suína, carne equina, tabaco, vinho, produtos da olivicultura e alimentação animal.
Dos 54 complexos exportadores analisados, 37 apresentaram crescimento em comparação com 2025. Juntos, esses 37 complexos responderam por 70% do volume total das exportações agroindustriais argentinas.
O relatório também destacou 25 produtos que voltaram a ser exportados após vários anos, entre eles sementes de cártamo, gordura suína, feijão silvestre, grits e sêmola de milho, carne caprina, maçãs secas, peras secas, damascos secos, goma de mascar e preparações para sopas.
Os principais destinos das exportações agroindustriais argentinas no primeiro semestre foram Vietnã, China, Arábia Saudita, Brasil, Argélia, Indonésia, Peru, Malásia, Índia e Egito. Juntos, esses dez mercados responderam por mais de 53% do volume total exportado.
Para exportadores, operadores portuários e prestadores de serviços logísticos, o resultado recorde do primeiro semestre aponta para uma demanda sustentada pelos produtos agroindustriais argentinos e para a continuidade da pressão sobre as cadeias logísticas de grãos, alimentos, cargas refrigeradas e granéis do país.
Os números também mostram uma diversificação mais ampla da pauta exportadora argentina, com o crescimento indo além dos grãos tradicionais e alcançando produtos como girassol, lácteos, pescados, cítricos, leguminosas e outros produtos regionais.
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