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Exportações brasileiras de carne suína batem recorde para fevereiro, diz Cepea

mar, 20, 2026 Postado porGabriel Malheiros

Semana202612

As exportações brasileiras de carne suína somaram 120,9 mil toneladas em fevereiro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), no maior volume já registrado para o mês em toda a série histórica iniciada em 1997. O resultado representa alta de 5,1% em relação a janeiro e avanço de 6,9% na comparação com fevereiro de 2025.

De acordo com o Cepea, o desempenho de fevereiro marca o terceiro mês consecutivo de recorde para o setor exportador. Em dezembro de 2025 e janeiro de 2026, os embarques também haviam atingido os maiores volumes já observados para esses respectivos meses.

No acumulado dos três meses, as exportações brasileiras de carne suína superaram 372 mil toneladas, volume 14,2% maior que o registrado entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025. Segundo o Cepea, a última vez que o Brasil havia registrado três meses seguidos de recordes foi no período de agosto a outubro de 2025.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de carne suína a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner da Datamar:

Exportações Brasileiras de Carne Suína – Jan 2022 a Jan 2026 – TEU

Fonte: DataLiner (Clique aqui para solicitar uma demo)

As Filipinas seguiram como principal destino da carne suína brasileira pelo 13º mês consecutivo, com 40,9 mil toneladas embarcadas em fevereiro. Na sequência apareceram Japão, com 12,1 mil toneladas, e China, com 11,1 mil toneladas.

Para março, a expectativa no setor é de manutenção do ritmo forte de embarques. Ainda assim, agentes de mercado acompanham com atenção os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã, diante do risco de ampliação das tensões para outros países da região.

Embora o Oriente Médio não figure entre os principais destinos da carne suína brasileira, principalmente por questões religiosas, o setor teme os efeitos indiretos da crise sobre a logística internacional. Entre as preocupações estão possíveis restrições em rotas estratégicas de escoamento e a alta nos custos de frete, petróleo e seguro marítimo, fatores que podem pressionar as operações de exportação.

Fonte: Boletim do Suíno – CEPEA

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