Exportações de carne suína do Brasil batem recorde para abril, mas preços pressionam mercado interno
maio, 15, 2026 Postado porGabriel MalheirosSemana202620
O Brasil exportou 138,3 mil toneladas de carne suína em abril, o maior volume já registrado para o mês na série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997. Apesar do recorde, o resultado representou queda de 9,1% em relação a março, quando os embarques somaram 152,2 mil toneladas. Na comparação com abril de 2025, porém, houve alta de 8,2%.
Segundo o Cepea, com base nos dados da Secex, este foi o quinto mês consecutivo de recorde para os respectivos períodos mensais. O centro de estudos avalia que a sequência reflete a estratégia adotada pelo setor nos últimos meses, marcada pela busca mais intensa pelo mercado externo em meio ao enfraquecimento do consumo doméstico. A expectativa era de que o maior escoamento internacional ajudasse a reduzir a oferta interna e desse sustentação aos preços no mercado brasileiro.
Esse movimento, no entanto, ainda não foi suficiente para reverter a pressão sobre os preços domésticos. Estimativa do Cepea indica que as exportações representaram cerca de 26% da produção nacional em abril, enquanto os valores da carne suína seguiram em queda no mercado interno.
Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de carne suína a partir de janeiro de 2023. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner da Datamar:
Exportações Brasileiras de Carne Suína | Jan 2022 a Mar 2026 | TEU
Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)
Entre os destinos da proteína brasileira, o Chile foi um dos destaques do mês. As compras chilenas cresceram 5,5% de março para abril, alcançando 11,2 mil toneladas. Com isso, o país passou a ocupar a quarta posição entre os maiores compradores da carne suína brasileira em 2026. Segundo a Secex, o Chile foi o único entre os cinco principais destinos a ampliar as aquisições no período.
O Japão também manteve protagonismo, mesmo com recuo de 9% nas compras entre março e abril. Ainda assim, o volume embarcado para o mercado japonês foi o segundo maior já registrado na série histórica da Secex. No acumulado de janeiro a abril, os embarques ao país asiático avançaram 75% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
Com esse desempenho, o Japão consolidou-se como o segundo principal destino da carne suína brasileira, à frente de parceiros tradicionais como a China.
No acumulado do primeiro quadrimestre, as exportações brasileiras de carne suína somaram 526,4 mil toneladas, volume 14,4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, também de acordo com dados da Secex.
Fonte: Boletim do Suíno – CEPEA
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