Frutas

Exportações de frutas do Chile crescem 4,4% em valor na temporada 2025/26

set, 22, 2026 Postado porGabriel Malheiros

Semana202639

As exportações de frutas do Chile encerraram a temporada 2025/26 com crescimento de 4,4% em valor, somando US$ 9,95 bilhões FOB entre setembro de 2025 e agosto de 2026, segundo boletim da Oficina de Estudos e Políticas Agrárias (Odepa).

A fruta fresca respondeu por 66,3% desse total, com US$ 6,6 bilhões FOB em embarques. O valor ficou 1,8% abaixo do registrado na temporada 2024/25, uma redução de US$ 123 milhões. Em volume, a queda foi de 0,4%, equivalente a 11,9 mil toneladas a menos exportadas no período.

Entre as frutas frescas, a cereja manteve a maior participação nas vendas externas. Os embarques somaram US$ 2,84 bilhões FOB, queda de 7,1% em valor, enquanto o volume recuou 8,9%, para 625,3 mil toneladas.

Apesar da retração, o preço médio da cereja exportada subiu 2% na comparação com a temporada anterior, para US$ 4,64 por quilo.

A uva de mesa ficou em segundo lugar, com US$ 908,8 milhões FOB e 477,6 mil toneladas exportadas. O resultado representa quedas de 7,4% em valor e de 14,3% em volume.

As maçãs ocuparam a terceira posição entre as frutas frescas. As exportações chegaram a US$ 639,6 milhões FOB, com volume de 570,5 mil toneladas. Na comparação com a temporada anterior, houve alta de 1,2% em valor e recuo de 1,3% em quantidade.

Os mirtilos apresentaram o maior crescimento em valor entre os principais segmentos de fruta fresca. As exportações alcançaram US$ 506,76 milhões FOB, aumento de US$ 66,6 milhões, ou 15,1%, frente ao ciclo anterior. O volume também cresceu, com avanço de 2,4%.

Frutos secos ganham participação

Os frutos secos responderam por 13,9% do valor total exportado, com US$ 1,39 bilhão na temporada. O montante representa crescimento de US$ 431,6 milhões, ou 45,2%, enquanto o volume avançou 31,2%.

As avelãs assumiram a liderança do segmento em valor, ultrapassando as nozes. Os embarques somaram US$ 753,1 milhões FOB, mais que o dobro do registrado na temporada anterior, com alta de 106,1%. Em volume, o crescimento foi de 84,3%.

Já as exportações chilenas de nozes alcançaram US$ 558 milhões, alta de 6,4% em relação à temporada anterior, enquanto o valor exportado avançou 14,2%.

Fruta congelada também avança

As exportações de frutas congeladas representaram 7,3% do valor total, com US$ 730 milhões, crescimento de 16,7% ante a temporada anterior.

A fruta desidratada respondeu por 5,2% do total exportado em valor e registrou alta de 1,8%.

Outros produtos processados também representaram 7,3% do valor embarcado. Dentro desse grupo, as conservas cresceram 5,2%, enquanto os sucos recuaram 1,9% e os óleos caíram 9,4% na temporada 2025/26.

Os números mostram que o avanço das exportações de frutas do Chile foi sustentado sobretudo pelo desempenho de frutos secos e produtos congelados, que compensaram a queda registrada nas principais categorias de fruta fresca.

Fonte: Portal Portuario | Odepa

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