Hapag-Lloyd diz ser capaz de lidar com tarifas dos EUA e da China
fev, 05, 2025 Postado porGabriel MalheirosSemana202506
A companhia de navegação de contêineres Hapag-Lloyd conseguirá lidar com a implementação das tarifas dos EUA sobre produtos chineses, afirmou seu CEO a jornalistas nesta terça-feira, 4 de fevereiro.
“Ainda é cedo para apertar o botão do pânico”, disse o CEO Rolf Habben Jansen em declarações publicadas na quarta-feira, após a entrada em vigor de uma tarifa adicional de 10%. O comentário foi feito antes de o presidente dos EUA, Donald Trump, sugerir que seu país assumisse o controle da Faixa de Gaza.
“Felizmente, conseguimos reagir quando os fluxos de transporte mudam”, afirmou Jansen, destacando que eventos previsíveis são mais fáceis de administrar do que os inesperados, como a crise no Mar Vermelho, quando militantes houthis, apoiados pelo Irã, lançaram ataques a navios que passavam pelo Canal de Suez em novembro de 2023.
As tarifas impostas por Trump à China até agora não devem alterar significativamente o fluxo de mercadorias, disse Habben Jansen, que lidera a quinta maior empresa de transporte de contêineres do mundo. Ele lembrou que, no primeiro mandato de Trump, entre 2017 e 2021, também houve tarifas, mas o comércio global manteve um bom desempenho.
“O presidente dos EUA também quer que a economia americana cresça. Para isso, precisarão de mais mercadorias”, afirmou. O setor de navegação, considerado um termômetro do comércio e da saúde da economia global, pode registrar um aumento nos volumes transportados entre 2,8% e 3% em 2025, segundo ele. A Hapag-Lloyd deve crescer ligeiramente acima da média do setor, acrescentou.
A parceria Gemini da companhia com a dinamarquesa Maersk começou em 1º de fevereiro, reunindo uma rede de 340 navios em sete rotas comerciais. Em seu balanço preliminar de 2024, divulgado na semana passada, a Hapag-Lloyd informou que os lucros do quarto trimestre quadruplicaram, resultando em um leve aumento no lucro anual. O relatório completo de 2024 será publicado em 20 de março.
Reportagem de Elke Ahlswede, redação de Vera Eckert, edição de Andrey Sychev
Fonte: Reuters
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