Frutas

Importações de frutas da UE chegam a US$ 77 bilhões, puxadas por abacate, mirtilo e amêndoa

jul, 31, 2026 Postado porGabriel Malheiros

Semana202631

A União Europeia (UE) consolidou-se em 2025 como o maior mercado para as importações de frutas do mundo. As compras do bloco somaram US$ 77,42 bilhões, alta de 20% em relação ao ano anterior, e responderam por mais de 40% das importações globais do setor.

O resultado reflete a dimensão do mercado consumidor europeu, formado por mais de 440 milhões de pessoas. Apesar da forte produção agrícola local, o bloco depende das importações para manter a oferta de frutas ao longo de todo o ano.

A União Europeia também continua sendo um dos destinos mais atraentes — e exigentes — para os países exportadores. Para entrar nesse mercado, os fornecedores precisam cumprir padrões rigorosos de segurança alimentar, rastreabilidade e qualidade.

Países como Holanda, Alemanha e França desempenham ainda um papel central na logística do setor, funcionando como pontos de distribuição de frutas para outras partes do continente.

Banana, abacate, uva, mirtilo e amêndoa concentraram 32% do valor total das importações europeias de frutas em 2025.

Analisando especificamente as exportações brasileiras de frutas para a UE, veja a participação, por market share, das principais categorias exportadas nos primeiros cinco meses de 2026:

Principais Frutas Exportadas à UE | Jan-Mai 2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

A banana fresca liderou a lista, com compras de US$ 7,65 bilhões, crescimento de 9% em relação ao ano anterior. Quase 70% do volume importado teve origem na América Latina, com o Equador na posição de principal fornecedor.

O abacate fresco ficou em segundo lugar, com importações de US$ 5,09 bilhões, alta de 11%. O Peru manteve a liderança entre os fornecedores, sustentado pela regularidade dos volumes embarcados e pela qualidade do produto.

As compras de uvas frescas somaram US$ 4,98 bilhões, avanço de 16%. A Itália consolidou-se como principal fornecedora, beneficiada pela procura por variedades premium sem sementes.

Os mirtilos também tiveram crescimento expressivo. As importações alcançaram US$ 3,91 bilhões, aumento de 22%, em um sinal de que a fruta vem ganhando espaço nos hábitos de consumo europeus, impulsionada pela busca por alimentos associados a uma dieta mais saudável.

O bom desempenho do abacate, do mirtilo e da amêndoa também reflete mudanças nos padrões de consumo, com maior interesse por dietas de origem vegetal e por ingredientes nutritivos e versáteis.

Entre os demais produtos, as importações de laranja somaram US$ 3,10 bilhões, seguidas pelas de kiwi, com US$ 2,96 bilhões; maçã, com US$ 2,74 bilhões; limão, com US$ 2,62 bilhões; e morango, com US$ 2,29 bilhões.

Os números reforçam a necessidade da União Europeia de complementar sua produção interna com compras externas para garantir uma oferta contínua e diversificada durante todo o ano. Com isso, o bloco permanece como um mercado estratégico para o comércio agrícola internacional.

Fonte: Food Business 

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