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Milho: maior oferta global dificulta escoamento da safra brasileira

set, 30, 2026 Postado porGabriel Malheiros

Semana202640

A exportação de milho brasileiro enfrenta maior concorrência no mercado internacional com o avanço da oferta dos principais países exportadores. Segundo dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o cenário aumenta o desafio para o escoamento da safra 2025/26, enquanto os embarques brasileiros registram queda no início do ciclo comercial.

Segundo dados divulgados pelo Imea, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta exportações brasileiras de milho em 43,91 milhões de toneladas na safra 2025/26. O volume representa alta de 5,49% em relação à temporada anterior.

Apesar da projeção de crescimento, os embarques efetivamente realizados ficaram abaixo do ritmo registrado anteriormente. De acordo com o Imea, com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), entre julho e agosto de 2026, o Brasil exportou 6,59 milhões de toneladas de milho. O volume representa queda de 28,93% na comparação anual.

No mesmo período, o prêmio médio do milho em Santos recuou 9,66%. Segundo dados divulgados pelo Imea, o movimento sinaliza menor sustentação da demanda externa pelo cereal brasileiro.

Ao mesmo tempo, a demanda doméstica aumentou a disputa pelo milho, acrescentando um fator de pressão sobre o volume disponível para exportação.

A concorrência internacional também aumentou com a maior presença dos principais países exportadores. Os Estados Unidos projetam exportações de 87 milhões de toneladas, alta de 21,03% em relação à safra anterior.

A expansão norte-americana é sustentada pela ampla oferta e por vendas firmes nos mercados das Américas e da Ásia. Esse aumento amplia a disputa pelo mercado internacional justamente no período em que o Brasil busca escoar a produção da safra 2025/26.

A Argentina também aparece com maior presença no comércio global de milho. O país deve exportar 45 milhões de toneladas, crescimento de 30,43% em relação à temporada anterior. A maior oferta argentina amplia a disputa com o Brasil pelos mercados da África e da Ásia. O avanço da disponibilidade do cereal argentino aumenta a concorrência pelos compradores internacionais e acrescenta pressão sobre a competitividade brasileira.

A Ucrânia, por sua vez, deve exportar 22,40 milhões de toneladas de milho, alta de 9,27%. Segundo dados divulgados pelo Imea, o país mantém foco nos mercados da Europa e do Mediterrâneo, apesar das restrições logísticas. Com Estados Unidos, Argentina e Ucrânia ampliando as exportações, o mercado internacional passa a contar com maior disponibilidade de milho de importantes fornecedores.

O aumento da concorrência externa e o menor ritmo dos embarques brasileiros reforçam a importância de fatores ligados à competitividade do milho nacional. Preços, câmbio e competitividade portuária serão relevantes para o escoamento da safra brasileira. O cenário coloca a capacidade de competir no mercado externo como um dos pontos centrais para o avanço das exportações brasileiras de milho na safra 2025/26.

Fonte: Agrolink

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