Setores gaúchos redirecionam exportações para reagir às tarifas dos EUA
nov, 04, 2025 Postado porSylvia SchandertSemana202546
Sete setores gaúchos conseguiram redirecionar as vendas que seriam feitas para os Estados Unidos para outros mercados no último trimestre: tabaco, armas e munições, veículos, borracha, obra de pedra, ferro / aço e móveis. O economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank, elaborou um estudo técnico sobre como dez segmentos reagiram às sobretarifas americanas para produtos do Brasil.
Quando observado o desempenho das exportações do RS para o resto do mundo, excluindo as vendas para os Estados Unidos, as exportações de tabaco, por exemplo, aumentaram 61,5% para a Indonésia e 15.375% para a Suíça no bimestre de agosto e setembro em relação ao mesmo período de 2024.
Para fazer a comparação, a pesquisa criou um cenário em que não houvesse o tarifaço americano e extrapolou a tendência para os meses que as sobretaxas começaram.
“O tarifaço começou em agosto, mas de fato, em julho já gerou um comportamento diferente nos agentes econômicos, porque alguns conseguiram antecipar os embarques. Procuramos ver o que seria esperado para os meses de julho, agosto e setembro e comparamos com o que realmente aconteceu”, explicou Frank.
Dessa forma, foi visto que os sete setores apontados conseguiram compensar parte relevante, ou de forma integral, as perdas dos embarques com destino aos Estados Unidos.
Conforme o economista, os resultados sugerem que o impacto das tarifas não foi uniforme. Produtos com demanda internacional diversificada mostraram mais sucesso no redirecionamento de, ao menos, parte das exportações dos Estados Unidos para o resto do mundo. Por outro lado, aqueles dependentes de nichos regulados e com poucos compradores sofreram queda. Os segmentos madeira, calçados e alumínio apresentaram estimativas negativas, evidenciando perdas líquidas de mercado, mesmo excluindo as exportações americanas
A pesquisa realizada pela CDL POA e divulgada na última segunda também apontou que o Rio Grande do Sul foi um dos estados mais impactados pelas tarifas, com alíquota média efetiva de 44,7%, acima da média nacional (34,6%). O efeito foi diferente entre as unidades da federação por causa da importância dos produtos que foram excluídos e da importância de cada um deles na pauta exportadora para os Estados Unidos entre janeiro e setembro de 2025.
Fonte: Correio do Povo
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