Padrão oficial para DDG pode alavancar exportações
jul, 01, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202627
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou uma portaria que estabelece, pela primeira vez, um padrão oficial de identidade e qualidade para o DDG (grãos secos de destilaria), principal coproduto da produção de etanol de milho. A medida define critérios oficiais de identidade, qualidade, classificação e rotulagem dos produtos, além de conceitos relacionados às biorrefinarias e unidades industriais que processam milho e outros cereais para produção de etanol. A expectativa é que a regulamentação fortaleça a cadeia do etanol de milho, facilite a comercialização do DDG no mercado interno e externo e amplie as oportunidades de negócios envolvendo os coprodutos da biorrefinaria.
De acordo com o Mapa, a norma visa fortalecer os mecanismos de fiscalização, ampliar a segurança jurídica e aumentar a previsibilidade para produtores, indústrias e mercados consumidores. O DDG é amplamente utilizado na alimentação animal, especialmente na pecuária de corte e leiteira, como fonte de proteína e energia. Com a padronização, o produto ganha mais credibilidade e rastreabilidade, fatores essenciais para conquistar mercados internacionais mais exigentes. A medida também beneficia as usinas de etanol de milho, que passam a contar com um referencial técnico para classificar e comercializar o coproduto, reduzindo assimetrias de informação e riscos de litígios comerciais.
A regulamentação chega em um momento de expansão da produção de etanol de milho no Brasil, especialmente no Centro-Oeste. O DDG é um coproduto de alto valor agregado, e sua comercialização eficiente pode melhorar a rentabilidade das usinas. Com a padronização, o produto se torna mais atrativo para compradores internacionais, que demandam garantias de qualidade e origem. A medida também pode impulsionar a utilização do DDG na nutrição animal, substituindo parcialmente o milho e o farelo de soja, reduzindo custos para pecuaristas.
Para a pecuária, o DDG é um insumo estratégico por oferecer elevados teores de proteína e fósforo, além de ser uma fonte de energia digestível. Com a padronização, os produtores rurais terão mais segurança na compra do produto, conhecendo suas especificações técnicas. A medida também pode estimular novos mercados regionais, já que a classificação oficial facilita a logística e a formação de preços. A portaria abrange ainda outros coprodutos da biorrefinaria, como o WDG (grãos úmidos de destilaria).
A nova regulamentação deve favorecer as exportações do DDG brasileiro ao reduzir barreiras técnicas e aumentar a confiança dos compradores internacionais. Além disso, a segurança jurídica proporcionada pela portaria reduz riscos de contestações comerciais e fortalece a competitividade do produto brasileiro, contribuindo para agregar valor à cadeia do etanol de milho.
Fonte: Space Money
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