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Tensão no Oriente Médio coloca exportações de milho e soja ao Irã sob monitoramento

mar, 02, 2026 Postado porSylvia Schandert

Semana202610

Os recentes ataques no Oriente Médio reacenderam o alerta sobre o comércio entre Brasil e Irã, parceiro relevante para as exportações de milho e soja. Embora represente menos de 1% das vendas externas totais do país, o fluxo bilateral movimentou US$ 2,9 bilhões em 2025 e possui peso estratégico para o agronegócio nacional.

Dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que o Irã foi o quinto principal destino das exportações brasileiras no Oriente Médio no ano passado. No ranking global de parceiros comerciais, ocupou a 31ª posição.

A pauta é amplamente dominada por commodities agrícolas. Em 2025, milho e soja responderam por 87,2% das exportações brasileiras ao mercado iraniano. O milho liderou com cerca de US$ 1,9 bilhão em embarques, enquanto a soja somou aproximadamente US$ 563 milhões. Também aparecem na lista farelo de soja para ração e açúcar, com participação menor.

Confira a seguir o detalhamento das exportações de milho para o Irã entre janeiro de 2022 e dezembro de 2025. Os dados são provenientes da Datamar:

Exportações de Milho para o Irã | Jan 2022 – Dez 2025 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Para tradings e produtores, o mercado iraniano é relevante pela demanda consistente por grãos destinados ao abastecimento interno. Qualquer instabilidade prolongada na região pode afetar rotas logísticas, prazos de embarque e contratos de curto prazo, especialmente no comércio de milho.

Do lado das importações, o fluxo é significativamente menor. Em 2025, o Brasil adquiriu cerca de US$ 84 milhões em produtos iranianos, com destaque para fertilizantes e adubos, que representaram a maior parte do total.

A corrente de comércio entre os dois países tem apresentado oscilações nos últimos anos. Após atingir US$ 4,2 bilhões em 2022, as exportações recuaram em 2023, com recuperação gradual até se estabilizarem próximas de US$ 3 bilhões em 2025.

Especialistas avaliam que o impacto macroeconômico direto para o Brasil tende a ser limitado, dado o peso relativo do Irã na balança comercial. No entanto, a concentração das vendas em milho e soja mantém o tema sob atenção da cadeia agroexportadora, especialmente em um momento de elevada sensibilidade logística e geopolítica.

Fonte: Feed & Food

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